Guitarras Vintage são o sonho de consumo de muitos músicos, muitos desses instrumentos fazem parte da historia da música. A strato do final da década de 60 de Jimi Hendrix ou a Les Paul 59 de Jimmy Page, instrumentos que são sonhos da grande maioria dos guitarristas. Mas o que faz desses instrumentos serem alvo de tantos adeptos???
Além da sonoridade de um instrumento antigo o grande diferencia é seu visual. Uma guitarra ou baixo da década de 60, toda descascada, se torna um instrumento único, não existem dois iguais no mundo! Mas outro ponto que torna esses instrumentos sonhos distantes são seus altos preços, instrumentos de determinadas épocas chegam a custar milhares de dólares. Pensando nisso a Fender e Gibson (as empresas mais tradicionais nesse segmento) tem séries especiais que recriam esses instrumentos. A Fender, por exemplo, tem uma divisão da sua fábrica nos EUA que chama “Custom Shop” que também é especializada na recriação desses instrumentos denominados “Relic”. Uma guitarra “Custom Shop Relic” é uma recriação perfeita dessas guitarras antigas e isso as deixa também muito caras, mas o sucesso desses instrumentos é muito grande. Essa febre por guitarras e baixos com aparência antiga começou muito forte nos EUA, mas hoje já está por todo mundo. Mas novamente os altos custos impedem de muitos fãs desses instrumentos terem sua guitarra ou baixo relic.
Pensando nesse mercado crescente a Fender criou uma divisão na sua fábrica no México para desenvolver uma linha de guitarras e baixos relic. Esses instrumentos são reedições dos instrumentos das décadas de 50, 60 e 70, com todos os detalhes de contrução dessas épocas, visual relic e um custo muito mais baixo do que as feitas nos EUA. Resumindo, esses instrumentos fizeram o maior sucesso nos EUA e ano passado chegaram no Brasil. São denominadas “Road Worn” e são instrumentos muito bons! Possuem todas as características de uma excelente guitarra ou baixo, uma ótima seleção de madeiras, construção impecável, peças e captadores de qualidade e pintura em Nitrocelulose bem fina, conjunto q resulta num instrumento de som aberto de excelente qualidade. Aqui no Brasil esses instrumentos ainda não pegaram de vez por causa do preconceito que o Brasileiro tem com instrumento fabricado no México. Mas aos amantes de instrumentos vintage que não podem bancar uma custom shop, muito menos uma original, vale a pena testar a Road Worn e deixar de lado esse preconceito de que instrumento bom tem que ser instrumento feito nos EUA!!!
Boa semana a todos!
Abraço
Artur Gouveia
Manutenção
Nesse primeiro post vou falar sobre regulagem e manutenção geral de guitarra, baixo e violão. Esse tópico pode parecer repetitivo e um pouco sem nexo para alguns, mas ainda é motivo de muitas dúvidas para a grande maioria.
O principal motivo de discussão sobre esse assunto é: quando o musico deve começar a fazer manutenção em seu instrumento? A maioria acha que instrumento tem que ir para o luthier somente quando quebra (que nem carro), mas não é assim que funciona. O ideal é fazer a manutenção assim que você adquire um instrumento, novo ou não. A maioria dos instrumentos não passam por uma regulagem minuciosa na fábrica, e ainda sofrem muito com longas viagens, transportes e local inadequado para estoque até chegar ao consumidor final. O bom de você levar seu instrumento logo para uma regulagem é que o luthier vai poder analisar se está tudo ok, se o braço está bom, tensor funcionando, e com isso fazer uma boa regulagem para que o músico tenha em mãos um instrumento adaptado para sua pegada e preferências. E no caso de o instrumento já vir de fabrica com algum problema mais grave poder ser feita a troca na loja dentro do prazo de garantia que a lei estipula.
Depois dessa primeira regulagem, manter o instrumento sempre em dia é simples. Recomendo para meus clientes utilizarem um pedaço de camiseta para secar as cordas assim que parar de tocar, a camiseta é o ideal porque não deixa nenhum fiapo nas cordas, diferente da flanela que ficam pedaços dela enrolados nas cordas. E um ponto de extrema importância é trocar as cordas regularmente!!! O ideal é fazer a troca de cordas de uma guitarra a cada 2 ou 3 meses no máximo e no baixo a cada 5 ou 6 meses no máximo (isso são dados médios, dependendo do suor da pessoa essa troca de cordas deve ser feita semanalmente, quinzenalmente, mensalmente,....) . O grande vilão nessa historia toda são cordas velhas e oxidadas que acabam com a vida útil dos trastes e passam ferrugem para as partes de metal que elas tem contato, como ponte, sadles e tarraxas. Mantendo seu instrumento dessa forma e levando para um luthier regular periodicamente seu instrumento vai tocar sempre afinado, com conforto e sua vida útil vai aumentar consideravelmente!
Dúvidas e sugestões de temas envie para artur-gouveia@hotmail.com
Boa semana a todos!!!
Abraço!
Artur Gouveia
Apresentação
Olá! Sou Artur Gouveia e estou iniciando esse blog pra falar de assuntos variados sobre instrumentos musicais em geral. Mas antes de falar um pouco do blog vou me apresentar. Sou luthier, tenho oficina na ZS de São Paulo há 8 anos, sou guitarrista da banda The Trixers e, junto de um grande amigo, Kleber Mendes, sou também dono da loja de instrumentos musicais Old School Guitar Shop.
Meu intuito com esse blog é dar continuidade a um trabalho que fazia junto com o Régis Tadeu na revista Cover Guitarra. Mesmo depois de um bom tempo sem escrever na revista ainda recebo emails com elogios, dúvidas e curiosidades de leitores que acompanhavam minhas matérias. Vou escrever um pouco sobre instrumentos vintage, alguns lançamentos,trabalhos feitos no dia-a-dia na oficina e tirar as dúvidas mais freqüentes que recebo via email. Você pode sugerir matérias, enviar dúvidas, comentários e até reclamações no email artur-gouveia@hotmail.com. Espero fazer um trabalho que agrade a maioria! Grande abraço!
Artur Gouveia